O Universo num vidro de esmalte – Sideral 2

Muita gente usa a expressão “espaço sideral”, mas quem sabe o verdadeiro significado da palavra Sideral? Tão comum nos relatos feitos no universo da Astronomia a expressão significa “todo o espaço do universo que não é ocupado por corpos celestes e suas eventuais atmosferas.” Ou seja, é a porção “vazia” do universo, região em que predomina o vácuo. O termo também pode ser utilizado para se referir a todo espaço que transcende a atmosfera terrestre.

Podemos dividir o espaço sideral em três partes:

Espaço interplanetário – designação usada sobretudo para se referir aos espaços existentes entre os planetas do nosso próprio sistema solar. Por extensão, inclui as distâncias entre os eventuais planetas de qualquer sistema estelar, inclusive o nosso.
Espaço interestelar – designação usada para se referir às porções de quase vácuo existentes entre as estrelas. Refere-se sobretudo aos espaços entre as estrelas da nossa própria galáxia: a Via Láctea.
Espaço intergaláctico – designação usada para se referir às desoladas vastidões existentes entre as galáxias. Da Via Láctea à sua galáxia-satélite mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães, esta vastidão é da ordem de 152 mil anos-luz de distância. E, da Via Láctea até Andrômeda (que é sua galáxia-irmã e a mais próxima com forma e tamanho similares), são cerca de 2 milhões e 200 mil anos-luz de distância. A partir daí, as distâncias são imensamente maiores.

Claro que o espaço sideral não é vazio, ele contém infinitas quantidades de partículas subatômicas vagando velozmente e, à medida que se afasta de uma estrela, ele tende a ser mais rarefeito ainda. O espaço também é adensado por ondas gravitacionais e radiações de toda espécie, desde o rádio, a micro-ondas, o infravermelho, a luz visível, a ultravioleta, os raios-X e os raios Gama. Tudo isso sem considerar as micropartículas, a poeira cósmica e gases primordiais ou oriundos de estrelas.

Poderíamos considerar então o espaço sideral como sendo a parte não-visível do Universo, partículas que estão lá mas que não podem ser vistas. Segundo os mais recentes estudos sobre a origem do Universo, os visíveis corpos celestes ocupariam apenas 4% do espaço. Todo o restante, 96%, são divididos entre as partes “invisíveis”: Matéria Escura ocupando 23% e  Energia Escura os restantes 73%. Complicado? Os cosmólogos da atualidade também ficam intrigados com esse fato e focam seus estudos nesse “vazio” e na influência que eles tiveram na formação do nosso Universo. Compreendendo a origem podem desenvolver novas teorias sobre o futuro.

Traga a imensidadão do Universo para suas unhas e seja visto usando nosso Sideral!

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