O Universo num vidro de esmalte – Eclipses Solares

Semana passada vimos aqui na nossa coluna de Astronomia como funcionava um eclipse lunar. Hoje é dia de aprendermos mais sobre seu “irmão”, o eclipse solar. Ele é um raríssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre. Para que ocorra um eclipse solar é necessário que a Lua esteja exatamente entre a Terra e o Sol. A Lua, no entanto, se move na órbita do nosso planeta em um ângulo de aproximadamente 5 graus em relação ao plano da Terra com o Sol. Isso faz com que a Lua atravesse o plano orbital da Terra somente duas vezes ao ano, o que torna o eclipse solar um fenômeno relativamente difícil de ser visto.

Há quatro tipos de eclipses solares:

- O eclipse solar parcial: somente uma parte do sol é ocultada pelo disco lunar.

- O eclipse solar total: toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua.

- O eclipse anular, eclipse anelar ou eclipse em anel: um anel da luminisodade solar pode ser vista ao redor da lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu. Isso é similar à ocorrência do eclipse penumbral da lua.

- O eclipse híbrido, quando a curvatura da Terra faz com que o eclipse seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular.

Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o período em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol, invisível.

A ciência através de seus estudos e pesquisas vem ao longo do tempo desmistificando os grandes mitos e lendas criados pelo homem ao longo de sua evolução, que pela incapacidade de explicar certos fenômenos naturais lhes atribuía causas misteriosas ou divinas. Assim pode-se dizer que por milênios os eclipses foram vistos pelos homens com admiração e temor. Os diversos povos sobre a terra lhe dedicaram cultos, oferendas e explicações diferentes, relacionando o evento a figuras mitológicas e deuses devoradores. Mesmo assim muitos místicos ainda atrelam sua ocorrência com premonições de terremotos e tragédias. Ainda hoje na Índia, muitas pessoas vão se banhar nos rios sagrados para se livrar das impurezas e afastar os males trazidos pelo fenômeno.

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1 comment on this post.
  1. Jade Pyxis:

    Enigma no céu :)

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